Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens

21/04/2026

O padre que lia livros proibidos nas montanhas de Minas

   Escrever sobre Ouro Preto é, de certa forma, tentar descrever um fantasma que insiste em não ir embora. Diferente de outras cidades históricas que parecem museus sob uma redoma de vidro, a antiga Vila Rica ainda pulsa com uma energia estranha, quase pesada, entre o cheiro de café passado e o suor de quem encara aquelas ladeiras absurdas.

    Eu acredito que o segredo do lugar não está no brilho do ouro que sobrou nas igrejas de Aleijadinho, mas no que a cidade esconde. Vila Rica foi o centro de um Brasil que estava sendo inventado na marra, à base de picareta e um desejo de liberdade que, convenhamos, era meio desorganizado. Caminhar por ali hoje é entender que o país nasceu de uma mistura de ambição desenfreada e uma religiosidade que tentava, sem muito sucesso, compensar os pecados do lucro.

05/01/2026

Apagar uma igreja é apagar uma história: década de 1930 a 2026, o que o Direito não impediu?

 A mesma estrutura que autorizou a demolição em Guaratinguetá pode assistir ao mesmo destino em Taubaté.

 

Uma igreja antiga, a tinta já cansada, o sino que não toca há algum tempo. Alguém passa na calçada e olha rápido, como quem não reconhece mais o que está ali. Dentro, talvez ainda exista cheiro de madeira, de vela, de promessa antiga. Do lado de fora, já começaram a chamar de problema.


Eu penso nisso quando volto na década de 1930. Em Guaratinguetá, durante os anos da década, uma igreja construída por mãos escravizadas foi ao chão. Não por guerra, não por ruína inevitável. Por autorização eclesiástica. Um ato formal, quase limpo, que retirou da paisagem a evidência de que aquela comunidade tinha existido ali de forma organizada, visível, concreta.

A Irmandade do Rosário dos Homens Pretos não era só devoção. Era estratégia de permanência. Era o jeito possível de existir dentro de um sistema que aceitava o corpo, mas recusava a história. A igreja era mais do que templo. Era prova. Quando caiu, não caiu só a estrutura. Caiu o registro.

07/09/2020

7 de Setembro

Luís Cavalcanti Sucupira - cearense (1901-1997),  foi o responsável pelo projeto que resultou no Decreto nº 7, de 20 de dezembro de 1934, o qual instituiu o 7 de setembro como "Dia da Pátria". 
No dia 06 de abril de 1949, foi sancionada a lei, na qual em seu artigo primeiro, declarou o dia 7 de setembro como feriado nacional. 
Por fim, no ano de 1969 a lei de número 5.571, denominou a data de 7 de setembro, comemorado anualmente em todo o território nacional, como "Dia da Independência".